ClickUp vs Monday

Paulo Carvalho
Product Owner

O Monday é bonito. Sério, eu entendo os olhos brilharem para a interface dele.
E é exatamente isso que te convence a ignorar tudo que ele não faz.
Eu já migrei a operação de uma empresa inteira que passou meses adaptando o próprio processo pra caber dentro do Monday. Lê de novo: a empresa mudou o jeito que trabalha pra servir a ferramenta. Não o contrário.
Imagina contratar uma ferramenta e ter que mudar todo o teu processo pra se encaixar no jeito que ela funciona. E o mais louco é que acharam isso normal.
E novamente, eu entendo. Ele é bonitinho, tem uma adoção que parece rápida, mas é uma plataforma que te limita a uma caixinha.
Precisa de mais uma licença pro estagiário que entrou segunda? Não dá, tem que comprar um bloco inteiro. Quer falar com o teu time sem mudar de ferramenta? Não tem chat. Abre o Slack ou WhatsApp em outra aba. Views personalizadas? Sinto muito. Automações avançadas? Paga plugin de terceiro. Controle de permissão? Ou a pessoa vê tudo ou não vê nada.
Cada board no Monday é uma ilha, e cada upgrade de plano aumenta as ilhas sem JAMAIS conectá-las.
E a empresa vai empilhando workarounds, planilhas paralelas e integrações com fita crepe achando que o problema é o time que não se adapta. O time se adaptou. Se adaptou tanto que inventou um processo paralelo inteiro pra conseguir trabalhar.
O ClickUp tem uma interface mais complexa? Tem, eu não vou mentir. A curva de entrada é maior, mas quando você passa dela, a plataforma toma a forma do seu processo e não o contrário.
A diferença é essa: uma ferramenta te dá uma caixinha e pede pra você caber dentro. A outra te dá um sistema e pede pra você construir o que precisa.


