CS raramente quebra por falta de ferramenta

Bruno Cardoso
Project Manager

O cliente assina, o vendedor comemora, e aí se passam uns dias até alguém perceber que a conta ficou sem dono.
Esse vão entre uma etapa e a próxima é onde quase todo CS quebra. Raramente é a ferramenta que falta. O que falta é combinar quem assume e quando.
Como Project Manager, eu olho o CS menos como quatro áreas e mais como um bastão passando de mão em mão: onboarding, saúde, renovação, expansão. Erra uma passagem e trava tudo. O ClickUp entra só pra deixar essa passagem registrada, com data e dono, em lugar do boca a boca.
Vou do começo. O onboarding, pra mim, só fecha quando tem handoff de verdade. A fase termina, a automação abre a tarefa pra quem vai tocar a conta no dia a dia e já manda junto o contexto do que foi configurado. Ninguém herda conta no escuro.
Aí vem a parte que mais gente erra: saúde. A maioria mede no feeling ("ah, esse cliente parece bem"). Eu prefiro um status que se calcula sozinho, a partir de uso, tickets e tempo sem contato. Caiu pra amarelo (quando o cliente precisa de atenção), já nasce uma tarefa de intervenção com responsável, e o churn para de aparecer de surpresa na reunião de resultado.
Renovação eu nem trato como evento de fim de contrato. É tarefa que abre com semanas de folga, tempo de montar o caso, já com o histórico de saúde do cliente do lado. Renovação no susto é renovação perdida.
A expansão é meio que o troco de fazer essas três direito. Quando a operação roda com dono e prazo, fica óbvio quem usa bem e tem espaço pra crescer, e a oportunidade vira tarefa de verdade em vez de morrer na cabeça de alguém.
A pergunta que eu faço montando tudo isso é boba de tão simples: se o responsável sumir amanhã, alguma conta cai no vão?


